Renato Lisboa, Autor em Folha - Saúde https://folhasaude.com.br/a-experiencia-sensorial-dos-livros-fisicos-assegura-sua-longevidade-no-universo-digital/ Fri, 10 Jan 2025 20:33:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://folhasaude.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Five-Icon-Folha1-150x150.png Renato Lisboa, Autor em Folha - Saúde https://folhasaude.com.br/a-experiencia-sensorial-dos-livros-fisicos-assegura-sua-longevidade-no-universo-digital/ 32 32 A experiência sensorial dos livros físicos assegura sua longevidade no universo digital https://folhasaude.com.br/a-experiencia-sensorial-dos-livros-fisicos-assegura-sua-longevidade-no-universo-digital/ https://folhasaude.com.br/a-experiencia-sensorial-dos-livros-fisicos-assegura-sua-longevidade-no-universo-digital/#respond Fri, 10 Jan 2025 20:33:35 +0000 https://folhasaude.com.br/a-experiencia-sensorial-dos-livros-fisicos-assegura-sua-longevidade-no-universo-digital/ Em um mundo cada vez mais digitalizado, os livros financeiros continuam a conquistar leitores ao redor do globo, demonstrando que a experiência sensorial proporcionada pelo formato impresso é insubstituível. Elementos como o cheiro característico das páginas, o som suave ao folhear, a textura do papel nas mãos e a satisfação de acompanhar o progresso na estante enriquecem a jornada de leitura, criando uma conexão emocional profunda com a narrativa e os personagens.

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Em um mundo cada vez mais digitalizado, os livros financeiros continuam a conquistar leitores ao redor do globo, demonstrando que a experiência sensorial proporcionada pelo formato impresso é insubstituível. Elementos como o cheiro característico das páginas, o som suave ao folhear, a textura do papel nas mãos e a satisfação de acompanhar o progresso na estante enriquecem a jornada de leitura, criando uma conexão emocional profunda com a narrativa e os personagens.

Pesquisas recentes evidenciaram a resiliência dos livros físicos frente à digitalização crescente. Segundo a Associação Brasileira de Editores de Livros (ABRALIVRO), as vendas de livros impressos no Brasil registraram um aumento de 8% em 2024, alcançando a marca de 35 milhões de exemplares vendidos. No cenário global, a International Publishers Association (IPA) reporta um crescimento anual de 5% no mercado de livros financeiros, refletindo uma tendência positiva contínua.

A interação sensorial com o livro físico vai além da simples leitura. O toque do papel, a visualização das páginas preenchidas e a presença tangível do livro nas mãos do leitor intensificam a tradição na história, tornando a experiência de leitura mais envolvente e prazerosa. Esses aspectos importantes para uma relação íntima com a obra, algo que os formatos digitais ainda não conseguem replicar plenamente.

Além da experiência tátil, a estética dos livros desempenha um papel crucial em sua permanência no mercado. Livros bem encadernados e visualmente atraentes tornam-se verdadeiros objetos de decoração, refletindo a personalidade e o gosto do leitor. Essa dimensão de expressão pessoal reforça a valorização do livro impresso como peça de arte e símbolo de cultura, integrando-se harmoniosamente em ambientes domésticos e profissionais.

O comportamento de compra dos consumidores também evidencia a preferência contínua pelos livros físicos. Uma pesquisa realizada pela Nielsen em 2024 indicou que 70% dos leitores brasileiros optam por adquirir livros em formato impresso, destacando a importância dos elementos tangíveis na decisão de compra. Essa preferência está associada à percepção de valor agregado, onde o livro físico é visto não apenas como um meio de adquirir conhecimento, mas também como um item de coleção e herança cultural.

O mercado de longevidade do livro físico está intrinsecamente ligado ao apoio contínuo do editorial tradicional. Investir na compra de livros impressos significa valorizar a arte da escrita e contribuir para a sustentabilidade das editoras, autores e toda a cadeia produtiva envolvida na produção literária. Esse suporte é essencial para garantir que as futuras gerações continuem a desfrutar das experiências enriquecedoras proporcionadas pela leitura física.

Dados adicionais da ABRALIVRO indicam que, em 2024, o Brasil registrou um crescimento significativo na publicação de edições especiais e de alta qualidade, atendendo à demanda por produtos diferenciados que valorizam a experiência sensorial do leitor. Globalmente, a tendência de personalização e produção de edições limitadas também contribui para o fortalecimento do mercado de livros físicos, atraindo colecionadores e entusiastas da literatura.

Celebrar o poder dos livros em formato impresso é, portanto, manter viva uma tradição que transforma vidas. Cada exemplar impresso carrega consigo não apenas palavras, mas também memórias, sentimentos e a dedicação de quem o produziu. Ao escolher o livro físico, o leitor participa da preservação dessa forma de arte, garantindo que ela continue a prosperar no futuro.

Com as vendas de livros físicos no Brasil e no mundo atingindo patamares recordes, fica claro que a paixão pelo impresso é mais forte do que nunca. Este cenário reafirma que, mesmo na era digital, há espaço e valorização para a experiência sensorial e emocional que somente um livro físico pode proporcionar. Apoiar o mercado editorial é, portanto, valorizar fisicamente a arte da escrita e proporcionar experiências enriquecedoras para todas as gerações.

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Economia criativa no Brasil em ascensão https://folhasaude.com.br/economia-criativa-no-brasil-em-ascensao/ https://folhasaude.com.br/economia-criativa-no-brasil-em-ascensao/#respond Fri, 10 Jan 2025 20:22:02 +0000 https://folhasaude.com.br/economia-criativa-no-brasil-em-ascensao/ A economia criativa, definida como o conjunto de atividades que envolve a geração de valor a partir da criatividade, conhecimento e cultura, tem se consolidado como um dos principais motores de desenvolvimento econômico no Brasil. Este setor de tecnologia abrange diversas áreas, incluindo design, moda, música, cinema, livros, publicidade e artes visuais, demonstrando seus detalhes e impacto na geração de empregos e na inovação. Expansão da economia criativa no Brasil Nos últimos anos, a economia criativa brasileira tem registrado um crescimento significativo, impulsionado por políticas públicas de incentivo, investimentos privados e a valorização da cultura local. Segundo o relatório do Ministério da Cultura de 2023, o setor contribui com aproximadamente 5% do PIB brasileiro, gerando mais de 4 milhões de empregos diretos e indiretos. Este crescimento reflete a capacidade do país em transformar suas riquezas culturais em produtos e serviços competitivos no mercado global. Recife: polo de inovação e tecnologia Recife destaca-se como um importante polo de economia criativa no Nordeste, especialmente no setor de tecnologia e inovação. O Porto Digital, um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, abriga mais de 300 empresas de tecnologia, startups e centros de pesquisa. Além disso, Recife é reconhecido por sua vibrante arquitetura cultural, que inclui o famoso carnaval de Pernambuco e eventos como o festival de inverno de Garanhuns, que atraem turistas e fomentam a economia local. Belo Horizonte: design e indústria criativa Belo Horizonte tem se afirmado como um centro de design e indústrias criativas. A cidade abriga espaços como o Porto Cultural, que promove exposições, eventos e exposições artísticas, além de incubadoras de negócios criativos. O setor de moda também ganha destaque, com a realização da Minas Trend, uma das maiores feiras de moda do Brasil, que conecta designers locais com o mercado nacional e internacional, estimulando a inovação e a sustentabilidade na indústria têxtil. Além disso a cidade tem se tornado um ponto de encontro de escritores e escritoras com a apresentação dos mais diversos gêneros literários sendo apresentados aos leitores ávidos por uma boa história. São Paulo: epicentro da diversidade criativa São Paulo, maior centro econômico do Brasil, é o principal polo de economia criativa no país. A cidade concentra uma pequena quantidade de empresas de publicidade, agências de marketing, produtoras de cinema e televisão, além de um intenso movimento artístico e cultural. O bairro da Vila Madalena, por exemplo, é conhecido por seus ateliês de arte, galerias e eventos de música independentes, enquanto a Avenida Paulista se torna palco de eventos internacionais como o São Paulo Fashion Week e a Bienal de Arte, reforçando a posição de São Paulo como epicentro da diversidade criativa. Crescimento e impacto econômico O crescimento da economia criativa no Brasil é respaldado por dados robustos. Segundo o relatório “Cultura e Economia Criativa no Brasil 2023”, o setor cresceu a uma taxa anual de 7%, superando muitos segmentos tradicionais da economia. Este avanço é impulsionado pela digitalização, que facilita a distribuição e comercialização de produtos criativos, além do aumento do consumo de conteúdo cultural por meio de plataformas digitais. Além disso, iniciativas como o Programa Brasil Criativo, lançado pelo governo federal, têm incentivo à formação de talentos e à criação de startups criativas, promovendo um ambiente favorável à inovação. A colaboração entre universidades, centros de pesquisa e o setor privado tem sido crucial para o desenvolvimento de projetos que combinam tecnologia e criatividade, gerando soluções inovadoras para desafios contemporâneos. Movimentos econômicos e políticas de incentivo Os movimentos econômicos que favorecem a economia criativa incluem a redução de impostos para empresas do setor, financiamentos específicos e a criação de incubadoras e aceleradores de negócios. Políticas públicas voltadas para a educação artística e a valorização da cultura também desempenham um papel fundamental, formando uma nova geração de profissionais capacitados para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado. Desafios e perspectivas futuras Apesar do crescimento, a economia criativa brasileira ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior investimento em infraestrutura, capacitação profissional e acesso a mercados internacionais. A informalidade e a dificuldade de financiamento para pequenas e médias empresas criativas também são obstáculos para serem superados. No entanto, as perspectivas para o futuro são promissoras. Com a valorização contínua da cultura e a expansão das tecnologias digitais, a economia criativa no Brasil tende a se consolidar ainda mais como um pilar essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. A integração entre diferentes setores criativos e a inovação constante serão determinantes para manter o ritmo de crescimento e garantir a competitividade brasileira no cenário global.A economia criativa no Brasil representa uma força transformadora, capaz de aliar cultura, inovação e desenvolvimento econômico. Exemplos de cidades como Recife, Belo Horizonte e São Paulo demonstram a diversidade e o potencial deste setor, que continua a se expandir e a gerar impactos positivos em toda a nação. Com políticas de incentivo adequadas e o fortalecimento de espaços criativos, o Brasil está no caminho certo para consolidar-se como um líder global em economia criativa, valorizando sua rica herança cultural e promovendo um futuro sustentável e inovador.

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A economia criativa, definida como o conjunto de atividades que envolve a geração de valor a partir da criatividade, conhecimento e cultura, tem se consolidado como um dos principais motores de desenvolvimento econômico no Brasil. Este setor de tecnologia abrange diversas áreas, incluindo design, moda, música, cinema, livros, publicidade e artes visuais, demonstrando seus detalhes e impacto na geração de empregos e na inovação.

Expansão da economia criativa no Brasil


Nos últimos anos, a economia criativa brasileira tem registrado um crescimento significativo, impulsionado por políticas públicas de incentivo, investimentos privados e a valorização da cultura local. Segundo o relatório do Ministério da Cultura de 2023, o setor contribui com aproximadamente 5% do PIB brasileiro, gerando mais de 4 milhões de empregos diretos e indiretos. Este crescimento reflete a capacidade do país em transformar suas riquezas culturais em produtos e serviços competitivos no mercado global.


Recife: polo de inovação e tecnologia


Recife destaca-se como um importante polo de economia criativa no Nordeste, especialmente no setor de tecnologia e inovação. O Porto Digital, um dos maiores parques tecnológicos do Brasil, abriga mais de 300 empresas de tecnologia, startups e centros de pesquisa. Além disso, Recife é reconhecido por sua vibrante arquitetura cultural, que inclui o famoso carnaval de Pernambuco e eventos como o festival de inverno de Garanhuns, que atraem turistas e fomentam a economia local.


Belo Horizonte: design e indústria criativa


Belo Horizonte tem se afirmado como um centro de design e indústrias criativas. A cidade abriga espaços como o Porto Cultural, que promove exposições, eventos e exposições artísticas, além de incubadoras de negócios criativos. O setor de moda também ganha destaque, com a realização da Minas Trend, uma das maiores feiras de moda do Brasil, que conecta designers locais com o mercado nacional e internacional, estimulando a inovação e a sustentabilidade na indústria têxtil. Além disso a cidade tem se tornado um ponto de encontro de escritores e escritoras com a apresentação dos mais diversos gêneros literários sendo apresentados aos leitores ávidos por uma boa história.


São Paulo: epicentro da diversidade criativa


São Paulo, maior centro econômico do Brasil, é o principal polo de economia criativa no país. A cidade concentra uma pequena quantidade de empresas de publicidade, agências de marketing, produtoras de cinema e televisão, além de um intenso movimento artístico e cultural. O bairro da Vila Madalena, por exemplo, é conhecido por seus ateliês de arte, galerias e eventos de música independentes, enquanto a Avenida Paulista se torna palco de eventos internacionais como o São Paulo Fashion Week e a Bienal de Arte, reforçando a posição de São Paulo como epicentro da diversidade criativa.


Crescimento e impacto econômico


O crescimento da economia criativa no Brasil é respaldado por dados robustos. Segundo o relatório “Cultura e Economia Criativa no Brasil 2023”, o setor cresceu a uma taxa anual de 7%, superando muitos segmentos tradicionais da economia. Este avanço é impulsionado pela digitalização, que facilita a distribuição e comercialização de produtos criativos, além do aumento do consumo de conteúdo cultural por meio de plataformas digitais.


Além disso, iniciativas como o Programa Brasil Criativo, lançado pelo governo federal, têm incentivo à formação de talentos e à criação de startups criativas, promovendo um ambiente favorável à inovação. A colaboração entre universidades, centros de pesquisa e o setor privado tem sido crucial para o desenvolvimento de projetos que combinam tecnologia e criatividade, gerando soluções inovadoras para desafios contemporâneos.


Movimentos econômicos e políticas de incentivo


Os movimentos econômicos que favorecem a economia criativa incluem a redução de impostos para empresas do setor, financiamentos específicos e a criação de incubadoras e aceleradores de negócios. Políticas públicas voltadas para a educação artística e a valorização da cultura também desempenham um papel fundamental, formando uma nova geração de profissionais capacitados para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado.


Desafios e perspectivas futuras


Apesar do crescimento, a economia criativa brasileira ainda enfrenta desafios, como a necessidade de maior investimento em infraestrutura, capacitação profissional e acesso a mercados internacionais. A informalidade e a dificuldade de financiamento para pequenas e médias empresas criativas também são obstáculos para serem superados.


No entanto, as perspectivas para o futuro são promissoras. Com a valorização contínua da cultura e a expansão das tecnologias digitais, a economia criativa no Brasil tende a se consolidar ainda mais como um pilar essencial para o desenvolvimento econômico e social do país. A integração entre diferentes setores criativos e a inovação constante serão determinantes para manter o ritmo de crescimento e garantir a competitividade brasileira no cenário global.
A economia criativa no Brasil representa uma força transformadora, capaz de aliar cultura, inovação e desenvolvimento econômico. Exemplos de cidades como Recife, Belo Horizonte e São Paulo demonstram a diversidade e o potencial deste setor, que continua a se expandir e a gerar impactos positivos em toda a nação. Com políticas de incentivo adequadas e o fortalecimento de espaços criativos, o Brasil está no caminho certo para consolidar-se como um líder global em economia criativa, valorizando sua rica herança cultural e promovendo um futuro sustentável e inovador.

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A manipulação da Netflix: como a busca por dopamina está transformando nosso consumo de conteúdo https://folhasaude.com.br/a-manipulacao-da-netflix-como-a-busca-por-dopamina-esta-transformando-nosso-consumo-de-conteudo/ https://folhasaude.com.br/a-manipulacao-da-netflix-como-a-busca-por-dopamina-esta-transformando-nosso-consumo-de-conteudo/#respond Fri, 10 Jan 2025 20:11:30 +0000 https://folhasaude.com.br/a-manipulacao-da-netflix-como-a-busca-por-dopamina-esta-transformando-nosso-consumo-de-conteudo/ Nos dias atuais, a maneira como consumimos conteúdo audiovisual está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. A Netflix, gigante do streaming, não só está no centro dessa mudança, mas está influenciando nossos hábitos de visualização de forma que muitos sequer perceberam. A nova série da plataforma, "QUE FALTA VOCÊ ME FAZ", serve como um exemplo perturbador dessa manipulação sutil.

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Nos dias atuais, a maneira como consumimos conteúdo audiovisual está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. A Netflix, gigante do streaming, não só está no centro dessa mudança, mas está influenciando nossos hábitos de visualização de forma que muitos sequer perceberam. A nova série da plataforma, “QUE FALTA VOCÊ ME FAZ”, serve como um exemplo perturbador dessa manipulação sutil.

Preste atenção nos novos filmes e séries lançadas recentemente: cenas de poucos segundos, três histórias paralelas, diálogos curtos e intensos, além de cenas dinâmicas. Mas por que essa fórmula? A resposta está na busca incessante por dopamina rápida. Comparando com produções mais tradicionais, como “GHOST: DO OUTRO LADO DA VIDA”, onde as cenas são longas, há poucos cortes de câmera, a narrativa é linear e a liberação de dopamina é mínima, percebemos uma clara diferença na experiência do espectador. Hoje em dia um filme como “Ghost” pode ser considerado “chato” ou “lento” para alguns, pois a verdadeira mudança está em nosso cérebro, agora viciado em estímulos rápidos e constantes.

Esse abuso em dopamina tem consequências significativas. Transformamos nossos consumidores em pessoas ansiosas, incapazes de focar por longos períodos, viciados em novidades e escravos dos algoritmos que ditam o que vemos online. Empresas como Netflix e Instagram e outros apps que usam os algoritmos, criaram a fórmula perfeita para manter essa dependência, manipulando nossos comportamentos e preferências sem que percebamos.

A era do conteúdo, aquela onde a qualidade do material predominava, está chegando ao fim. Enquanto muitos criadores tentam produzir conteúdo educativo e enriquecedor, os algoritmos premiam aqueles que melhor sabem explorar o vício em dopamina, favorecendo produções rápidas e envolventes que mantêm a atenção do público a todo custo. Esse cenário beneficia os influenciadores digitais, que dominam esse mercado e lucram com a nossa atenção, sabendo exatamente como explorar os mecanismos de dopamina a seu favor.

A psicologia por trás dessas características revela que quem entende e sabe usar o controle de dopamina não apenas ganha a atenção das pessoas, mas também dominam o dinheiro. Os influenciadores digitais são mestres nessa arte, criando públicos engajados que estão prontos para consumir produtos e serviços oferecidos por eles. Eles utilizam estratégias que alimentam o vício em dopamina, criando comunidades leais e dispostas a comprar o que é oferecido.

Mas há uma saída para quem não deseja mais ser um produto passivo dessa manipulação. É possível reverter o processo e usar a dopamina a seu favor. Em vez de deixar levar os algoritmos que visam apenas manter sua atenção, você pode usar plataformas como o Instagram para:

  1. Alimentar o vício em dopamina de forma consciente: Crie e consuma conteúdo que realmente agrega valor à sua vida, escolhendo cuidadosamente o que lhe traz prazer e satisfação duradoura.
  2. Crie uma audiência que confie em você: Construa relacionamentos autênticos com seu público, oferecendo conteúdo relevante e de qualidade que inspire e motive.
  3. Vender para essa comunidade de maneira ética: Utilize sua influência para promover produtos e serviços que realmente beneficiem sua audiência, estabelecendo uma relação de confiança e respeito mútuo.

Para isso, é fundamental aprender a usar a dopamina a seu favor, entendendo como ela funciona e como pode ser manipulada de maneira positiva. Ao obter esse conhecimento, você não apenas protege sua saúde mental e bem-estar, mas também se posiciona de maneira estratégica no mercado digital, transformando sua influência em uma ferramenta poderosa para construir um futuro mais justo e consciente.

A manipulação silenciosa da Netflix e das redes sociais é apenas a ponta do iceberg. É hora de refletir nossos hábitos de consumo de conteúdo e assumir o controle sobre nossa atenção e nossas emoções. Só assim poderemos construir uma relação mais saudável e equilibrada com a tecnologia e o entretenimento que moldam nossa vida cotidiana.

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Mercado editorial brasileiro floresce e impulsiona a publicação de livros como ferramenta de negócios https://folhasaude.com.br/mercado-editorial-brasileiro/ https://folhasaude.com.br/mercado-editorial-brasileiro/#respond Fri, 27 Dec 2024 15:58:16 +0000 https://folhasaude.com.br/?p=3636 O mercado editorial brasileiro vive um momento de expansão. Segundo dados da Nielsen BookScan, em 2022 foram vendidos 58,61 milhões de exemplares, um aumento de 2,98% em relação ao ano anterior. Esse crescimento, impulsionado pela busca por conhecimento e novas formas de construção de marca pessoal, tem motivado cada vez mais pessoas a publicarem seus próprios livros.

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Em um mundo cada vez mais digital, o livro impresso se consolida como ferramenta estratégica para empreendedores e profissionais que buscam autoridade e visibilidade.

O mercado editorial brasileiro vive um momento de expansão. Segundo dados da Nielsen BookScan, em 2022 foram vendidos 58,61 milhões de exemplares, um aumento de 2,98% em relação ao ano anterior. Esse crescimento, impulsionado pela busca por conhecimento e novas formas de construção de marca pessoal, tem motivado cada vez mais pessoas a publicarem seus próprios livros.

“Publicar um livro é mais do que compartilhar conhecimento, é construir um legado”, afirma Renato Lisboa, CEO da Editora Lisboa. “Observamos um aumento significativo na procura por nossos serviços, principalmente por profissionais que enxergam na obra publicada uma forma de se destacar em suas áreas de atuação e alavancar seus negócios.”

Autoridade, visibilidade e reputação: os pilares da publicação

Em um mercado competitivo, construir uma marca pessoal forte é fundamental. A publicação de um livro consolida a imagem do autor como especialista em seu nicho, conferindo-lhe autoridade, visibilidade e reputação.

“O livro funciona como um cartão de visitas poderoso”, explica Cláudia Guimarães, coordenadora de livros de coautoria da Editora Lisboa. “Ele abre portas para novas oportunidades, seja para conquistar clientes, parceiros ou investidores.”

Coautoria: a chave para o sucesso no mundo dos negócios

Uma tendência que vem ganhando força é a publicação de livros em coautoria. Essa modalidade permite que diversos autores compartilhem seus conhecimentos e experiências em uma única obra, expandindo o alcance do livro e criando oportunidades de networking.

“Os livros de coautoria são ferramentas imprescindíveis para a alavancagem de novos negócios”, afirma Cláudia Guimarães. “Eles promovem a troca de experiências, geram conexões valiosas e fortalecem o posicionamento dos autores no mercado.”

Números que comprovam a força do mercado editorial brasileiro:

  • Crescimento de 2,5% ao ano: Segundo a PwC Brasil, o mercado editorial brasileiro deve crescer a uma taxa média de 2,5% ao ano até 2026.
  • Maior mercado da América Latina: O Brasil é o maior e mais rápido mercado de consumo de livros da América Latina.
  • Faturamento de US$ 454 milhões em 2021: A receita total do setor editorial brasileiro em 2021 foi de US$ 454 milhões.

Com o crescimento do mercado e a consolidação do livro como ferramenta estratégica para profissionais e empreendedores, a expectativa é que o número de publicações e de leitores continue aumentando nos próximos anos.

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Advogado Renato Lisboa faz transição de carreira para ser psicoterapeuta e socorrista em saúde mental https://folhasaude.com.br/advogado-renato-lisboa-faz-transicao-de-carreira/ https://folhasaude.com.br/advogado-renato-lisboa-faz-transicao-de-carreira/#respond Fri, 27 Dec 2024 15:26:52 +0000 https://folhasaude.com.br/advogado-renato-lisboa-faz-transicao-de-carreira-2/ O advogado Renato Lisboa, de 45 anos, é conhecido por ser responsável pela maior negociação trabalhista do Brasil, que aconteceu em 2015.

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O advogado Renato Lisboa, de 45 anos, é conhecido por ser responsável pela maior negociação trabalhista do Brasil, que aconteceu em 2015. No entanto, ele considera a transição de sua carreira como grande conquista profissional. Após encerrar as atividades no Direito, Renato se tornou psicanalista, socorrista em saúde mental e escritor de livros, como o best-seller “Três Segundos – Escolhas Que Transformam A Vida”. De acordo com o profissional, vencer os traumas de infância em um processo de autoconhecimento o ajudou a recomeçar, a abrir a Editora Lisboa e a se tornar um respeitado palestrante que, atualmente, orienta empresários na área do desenvolvimento pessoal.

Natural de Conselheiro Lafaiete, no Estado de Minas Gerais, Renato Lisboa passou por um episódio intenso na infância. Criado por uma família humilde e acolhedora, o menino se divertia naquela casa sempre cheia de gente. No entanto, no dia a dia, não era possível permanecer nesse clima de festa, principalmente na escola, onde ele teve problemas relacionados ao comportamento expansivo. “Causava ‘atribulações’ porque queria as pessoas juntas, conversando e brincando. Não entendia porque tínhamos que ficar na sala de aula para aprender, e que isso era o que os professores queriam”, lembra ele, que, por isso, foi levado a uma consulta médica pela mãe, Norma Santiago dos Santos Lisboa.

De acordo com Renato, a avó materna não achava sua euforia normal e ele foi submetido a um eletroencefalograma. O resultado do exame não apresentou nenhuma alteração e o jovem foi apenas diagnosticado como uma criança com muita energia. Com o passar do tempo, ele acalmou a indisciplina, mas desenvolveu alguns traumas que o levaram a se tornar uma pessoa tímida. “As pessoas me corrigiam, mas não eram medidas pedagógicas assertivas. Eu tinha sonhos que ficavam sempre reprimidos dentro da minha própria mente, como a vontade de me tornar palestrante”, lamenta ele, que conseguiu buscar ajuda e tratamento na vida adulta.

Antes de se libertar mentalmente e fazer a transição de carreira que julga ser sua maior conquista na vida, Renato escolheu cursar Direito. Como advogado de um sindicato, tornou-se nacionalmente conhecido por ter feito, em 2015, a maior negociação administrativa trabalhista do Brasil. Na ocasião, uma multinacional prestes a demitir 300 colaboradores foi obrigada a pagar mais de R$25 milhões de indenização para eles.

Depois, representando o mesmo sindicato, Renato participou do processo que culminou no prazo de estabilidade para os colaboradores de uma mineradora após o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais. Os resultados dos dois episódios foram suficientes para tranquilizar o advogado e encorajá-lo a mudar de profissão. “Ainda tenho a minha carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ativa, mas acredito que minha missão no Direito foi cumprida”, afirma.

Transição para a saúde mental

Aconselhado profissionalmente pelo presidente de uma empresa para qual trabalhou e por um amigo, Renato procurou um psicanalista e se submeteu a um processo de análise. Desde então, tornou-se psicanalista e socorrista em saúde mental no ano da pandemia de Covid-19.

“Naquele momento, o Hospital Oswaldo Cruz trouxe a formação inovadora no Brasil de socorrista em saúde mental. Formei-me com mais 150 terapeutas do País e começamos a atender pessoas com adoecimento mental muito profundo”, lembra Renato, que, em 2020, chegava a trabalhar 16 horas por dia.

Com muita prática e estudo, o profissional passou a se dedicar a palestras para clientes e treinamentos para novatos em saúde mental nas empresas. Isso porque, segundo ele, é importante formar brigadistas para saber “ler” pessoas que estão passando por uma situação de sofrimento mental no local de trabalho.

Outra luta de Renato é reduzir a cultura do julgamento e o preconceito nesses ambientes. Muitos funcionários, segundo ele, não procuram socorro imediato de psicólogos, psicanalistas e psiquiatras, por exemplo, porque temem ser chamados de loucos e serem colocados em listas de demissões.

“A gente precisa quebrar crenças. Muitas vezes, as pessoas não alcançam sonhos ou não realizam os seus propósitos porque elas vivem presas em prisões mentais. Nosso cérebro é muito poderoso”, alerta ele, que também realiza mentoria individual para CEOs e líderes em grandes corporações.

Editora Lisboa e best-seller

Como escritor e conhecedor do mercado editorial da Europa e dos Estados Unidos, Renato sentiu necessidade de ter sua própria empresa para atender as demandas dele e de outros escritores. A Editora Lisboa abriu portas para Renato lançar seus três livros e também colaborar com outros 20 em coautoria.

No best-seller “Três Segundos – Escolhas Que Transformam A Vida”, o autor discorre sobre o processo de tomada de decisão e ensina o leitor a realizar esse processo na prática. Em “(Eu)mocional”, ele explica como lidar com as emoções por meio de técnicas e ferramentas comparadas com a vida de Jesus de forma não religiosa. Por fim, em “Socorrista Em Saúde Mental”, Renato descreve sua formação na área e usa essa obra para presentear toda pessoa que faz a inscrição no curso que ele ministra.

Casado com Cláudia Bianca Nepomuceno Guimarães, o psicoterapeuta é pai de Letícia Beatriz, Henrique Lisboa e padrasto de Paulo Sérgio. Tanto no âmbito pessoal quanto profissional, Renato se julga extremamente feliz e realizado, apesar de bastante ocupado.

Seu conselho para quem busca alcançar seus objetivos é apostar no autoconhecimento, na leitura e em cursos para a tomada de decisões mais assertivas. “Vamos acertar sempre? Nem sempre. Vivemos num mundo probabilístico e, com sabedoria, a gente aumenta a probabilidade de capacidade de acerto. A partir do momento em que aprende a encaminhar as decisões mais importantes, a gente aumenta a possibilidade de acerto”, finaliza.

Em entrevista a IstoÉ Sua História, o advogado, escritor, psicanalista, socorrista em saúde mental e jornalista Renato Lisboa detalha sua trajetória pessoal e profissional. Confira a conversa na íntegra:

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Por que palestrantes com livros publicados são os mais requisitados pelas empresas? https://folhasaude.com.br/por-que-palestrantes-com-livros-publicados/ https://folhasaude.com.br/por-que-palestrantes-com-livros-publicados/#respond Fri, 27 Dec 2024 14:27:13 +0000 https://folhasaude.com.br/por-que-palestrantes-com-livros-publicados/ A contratação de palestrantes com livros publicados tem se tornado uma tendência crescente no mercado corporativo. Mas quais os motivos por trás dessa preferência?

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A ascensão do “combo livro + palestra” e os benefícios que atraem as organizações.

A contratação de palestrantes com livros publicados tem se tornado uma tendência crescente no mercado corporativo. Mas quais os motivos por trás dessa preferência?

Em um mundo cada vez mais competitivo, as empresas buscam constantemente aprimorar seus conhecimentos e inspirar suas equipes. Nesse contexto, a contratação de palestrantes com livros publicados tem se destacado como uma estratégia eficaz para alcançar esses objetivos.

A credibilidade do autor:

Um livro publicado confere ao palestrante um selo de autoridade em sua área de atuação. A obra demonstra seu conhecimento aprofundado, sua capacidade de organizar ideias e comunicá-las de forma clara e concisa. Essa credibilidade gera maior confiança e receptividade por parte do público, tornando a palestra mais impactante e memorável.

Conteúdo de alto valor:

Palestrantes com livros publicados geralmente trazem conteúdo de alto valor para suas apresentações, baseado em pesquisas, experiências e reflexões consolidadas em suas obras. Essa riqueza de conteúdo permite abordar temas com maior profundidade e oferecer insights relevantes para o público.

Combo livro + palestra: um investimento estratégico:

A compra do combo “livro + palestra” tem se tornado uma prática comum nas empresas. Essa estratégia permite que os participantes aprofundem seus conhecimentos após a palestra, revisando os conceitos e aplicando as ferramentas apresentadas. Além disso, o livro serve como um lembrete constante dos aprendizados e contribui para a construção de uma cultura de aprendizagem na organização.

Benefícios fiscais e outros:

Em alguns casos, a compra de livros para empresas pode gerar benefícios fiscais, como a dedução de impostos. No entanto, é fundamental consultar a legislação vigente e um contador para verificar as regras específicas em cada caso. Além dos benefícios fiscais, a aquisição de livros demonstra o investimento da empresa em educação e desenvolvimento de seus colaboradores, o que pode impactar positivamente na imagem da organização.

Diferencial competitivo para palestrantes:

Para os palestrantes, ter um livro publicado é um diferencial competitivo significativo. A obra serve como um cartão de visitas, demonstrando sua expertise e aumentando sua visibilidade no mercado. Além disso, o livro pode gerar novas oportunidades de palestras, consultorias e parcerias.

Segundo dados Associação Brasileira de Editores de Livros (ABRELIVRO), o mercado editorial brasileiro movimentou R$ 4 bilhões em 2023 e segue em expansão para a adesão de novos escritores. Esse dado demonstra o crescente interesse pela leitura no país e reforça a importância do livro como ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional.

A contratação de palestrantes com livros publicados representa um investimento estratégico para as empresas, que buscam conhecimento de qualidade, inspiração e desenvolvimento para suas equipes. Para os palestrantes, a publicação de um livro consolida sua autoridade e amplia suas oportunidades no mercado.

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Como funciona a contratação de Autores para o Poder Público por Dispensa de Licitação? https://folhasaude.com.br/como-funciona-a-contratacao-de-autores-para-o-poder-publico-por-dispensa-de-licitacao/ https://folhasaude.com.br/como-funciona-a-contratacao-de-autores-para-o-poder-publico-por-dispensa-de-licitacao/#respond Fri, 27 Dec 2024 14:17:38 +0000 https://folhasaude.com.br/como-funciona-a-contratacao-de-autores-para-o-poder-publico-por-dispensa-de-licitacao/ A contratação de autores reconhecidos para a prestação de serviços como palestras, consultorias ou mentorias...

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Descubra como usar suas publicações para prestar serviços ao poder público e expandir sua carreira!

A contratação de autores reconhecidos para a prestação de serviços como palestras, consultorias ou mentorias é uma oportunidade significativa para o setor público aprimorar iniciativas de formação, educação e desenvolvimento humano. De acordo com a Lei nº 14.133/2021, conhecida como a Nova Lei de Licitações e Contratos, é possível realizar essas contratações de forma direta, dispensando o processo licitatório, desde que os critérios previstos na legislação sejam devidamente atendidos.

Legislação e Critérios

O artigo 74 da Lei nº 14.133/2021 define que a licitação é dispensável quando se trata de contratação de profissional do setor artístico, seja diretamente ou por meio de empresário exclusivo, desde que ele seja consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. Além disso, o artigo 6º, inciso XXXII, estabelece o conceito de notória especialização, caracterizada pela expertise única do profissional, que torna inviável a competição.

Processo de Justificação

Para que a contratação seja considerada legal e vantajosa, é necessário elaborar uma justificativa detalhada, que deve englobar três aspectos fundamentais:

  1. Justificação Técnica:
    • O autor deve apresentar reconhecimento público, comprovado por publicações relevantes, como best-sellers, prêmios recebidos ou críticas positivas de especialistas.
    • O serviço a ser prestado (palestras, consultorias, capacitações) deve ser claramente vinculado ao conteúdo e à experiência descritos em suas obras publicadas.
  2. Justificação Econômica:
    • Os valores propostos para a contratação devem ser compatíveis com os praticados no mercado.
    • A relação custo-benefício precisa ser favorável, considerando o impacto técnico e intelectual gerado pelo serviço.
  3. Justificação Legal:
    • É necessário comprovar a singularidade do serviço e a impossibilidade de substituição por outros profissionais.
    • Devem ser apresentadas certidões e documentos que fundamentem a dispensa, incluindo provas de notoriedade (críticas, prêmios, indicações) e uma descrição detalhada do objeto a ser contratado.

Transparência e Eficiência

A contratação direta de autores deve estar alinhada aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A administração pública é responsável por garantir que os processos sejam transparentes, apresentando justificativas consistentes e documentos comprobatórios.

Autores com reconhecimento público e experiência comprovada podem contribuir de forma significativa para o desenvolvimento de projetos no setor público. A possibilidade de contratação por dispensa de licitação é uma ferramenta que permite às instituições públicas acessar conhecimentos especializados de maneira eficiente, desde que observados os critérios legais e éticos estabelecidos pela Lei nº 14.133/2021.

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A Virada de Chave do Botafogo: Análise da Influência da Good Game! na Arbitragem https://folhasaude.com.br/a-virada-de-chave-do-botafogo/ https://folhasaude.com.br/a-virada-de-chave-do-botafogo/#respond Tue, 03 Dec 2024 18:19:37 +0000 https://istoenegocios.com/?p=3058 Renato Lisboa – Neuropsicanalista, Socorrista Mental e Jornalista / em parceria com a istoenegócios O Botafogo de Futebol e Regatas passou por uma transformação notável nos últimos anos, ascendendo de quarta força no Rio de Janeiro a um candidato a títulos nacionais e internacionais. Essa mudança se deve, em grande parte, à venda da SAF e aos investimentos que proporcionaram a aquisição de jogadores talentosos e uma comissão técnica de alto nível. No entanto, a postura do presidente da SAF, John Textor, também exerceu um papel crucial nesse processo. Textor, um dirigente polêmico e corajoso, confrontou dirigentes e cartolas do futebol brasileiro, mas foi além: investiu na contratação da empresa francesa Good Game! para monitorar as partidas em tempo real e fornecer ao clube “uma visão computadorizada das decisões de arbitragem para cada apito do jogo”. Essa iniciativa, inédita no Brasil, gerou controvérsias e levantou questões sobre a influência que esse monitoramento pode exercer sobre a arbitragem. A “Pulga Atrás da Orelha” da Arbitragem: A contratação da Good Game! por parte do Botafogo, em abril de 2024, certamente causou impacto no psicológico dos árbitros. Afinal, saber que suas decisões estão sendo analisadas minuciosamente e podem ser questionadas com base em dados concretos gera uma pressão adicional. É natural que, em situações de dúvida, o árbitro se questione sobre qual decisão tomar, considerando a possibilidade de ser “flagrado” por essa nova tecnologia. Essa “pulga atrás da orelha” pode influenciar, mesmo que inconscientemente, na tomada de decisão. Pressão Psicológica x Imparcialidade: No futebol brasileiro, a pressão sobre a arbitragem por parte de jogadores e comissão técnica é comum. No entanto, a iniciativa do Botafogo adiciona um novo elemento a essa equação: a pressão por meio de dados e análises detalhadas. Embora os relatórios da Good Game! possam não ter validade legal em processos desportivos, o impacto psicológico sobre os árbitros é inegável. Afinal, o “medo da punição”, mesmo que apenas social ou midiática, pode influenciar o comportamento humano. Profissionalização da Arbitragem: Uma Necessidade: Diante desse cenário, a discussão sobre a profissionalização da arbitragem no Brasil se torna ainda mais urgente. A contratação de empresas como a Good Game! por outros clubes pode gerar um equilíbrio na pressão exercida sobre os árbitros, garantindo que a influência emocional venha de ambos os lados em disputa. A profissionalização, com a implementação de treinamentos mais rigorosos, o uso de tecnologias auxiliares e a criação de mecanismos de acompanhamento e avaliação mais eficientes, é fundamental para garantir a imparcialidade e a qualidade da arbitragem brasileira. A iniciativa do Botafogo de contratar a Good Game! levanta questões importantes sobre a influência da tecnologia e da pressão psicológica na arbitragem. É preciso que o debate sobre a profissionalização da arbitragem seja retomado com seriedade, buscando soluções que garantam a isenção e a justiça nas decisões dos árbitros.

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Renato Lisboa – Neuropsicanalista, Socorrista Mental e Jornalista / em parceria com a istoenegócios

O Botafogo de Futebol e Regatas passou por uma transformação notável nos últimos anos, ascendendo de quarta força no Rio de Janeiro a um candidato a títulos nacionais e internacionais. Essa mudança se deve, em grande parte, à venda da SAF e aos investimentos que proporcionaram a aquisição de jogadores talentosos e uma comissão técnica de alto nível. No entanto, a postura do presidente da SAF, John Textor, também exerceu um papel crucial nesse processo.

Textor, um dirigente polêmico e corajoso, confrontou dirigentes e cartolas do futebol brasileiro, mas foi além: investiu na contratação da empresa francesa Good Game! para monitorar as partidas em tempo real e fornecer ao clube “uma visão computadorizada das decisões de arbitragem para cada apito do jogo”. Essa iniciativa, inédita no Brasil, gerou controvérsias e levantou questões sobre a influência que esse monitoramento pode exercer sobre a arbitragem.

A “Pulga Atrás da Orelha” da Arbitragem:

A contratação da Good Game! por parte do Botafogo, em abril de 2024, certamente causou impacto no psicológico dos árbitros. Afinal, saber que suas decisões estão sendo analisadas minuciosamente e podem ser questionadas com base em dados concretos gera uma pressão adicional.

É natural que, em situações de dúvida, o árbitro se questione sobre qual decisão tomar, considerando a possibilidade de ser “flagrado” por essa nova tecnologia. Essa “pulga atrás da orelha” pode influenciar, mesmo que inconscientemente, na tomada de decisão.

Pressão Psicológica x Imparcialidade:

No futebol brasileiro, a pressão sobre a arbitragem por parte de jogadores e comissão técnica é comum. No entanto, a iniciativa do Botafogo adiciona um novo elemento a essa equação: a pressão por meio de dados e análises detalhadas.

Embora os relatórios da Good Game! possam não ter validade legal em processos desportivos, o impacto psicológico sobre os árbitros é inegável. Afinal, o “medo da punição”, mesmo que apenas social ou midiática, pode influenciar o comportamento humano.

Profissionalização da Arbitragem: Uma Necessidade:

Diante desse cenário, a discussão sobre a profissionalização da arbitragem no Brasil se torna ainda mais urgente. A contratação de empresas como a Good Game! por outros clubes pode gerar um equilíbrio na pressão exercida sobre os árbitros, garantindo que a influência emocional venha de ambos os lados em disputa.

A profissionalização, com a implementação de treinamentos mais rigorosos, o uso de tecnologias auxiliares e a criação de mecanismos de acompanhamento e avaliação mais eficientes, é fundamental para garantir a imparcialidade e a qualidade da arbitragem brasileira.

A iniciativa do Botafogo de contratar a Good Game! levanta questões importantes sobre a influência da tecnologia e da pressão psicológica na arbitragem. É preciso que o debate sobre a profissionalização da arbitragem seja retomado com seriedade, buscando soluções que garantam a isenção e a justiça nas decisões dos árbitros.

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