OMS diz que conflito no Oriente Médio piora sistemas de saúde na região
Após quase duas semanas da escalada do conflito no Oriente Médio, os sistemas de saúde da região começam a mostrar sinais de intensa pressão. O alerta é da Organização Mundial
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Especialista da EEFERP alerta que prática não passa de exercício de intensidade muito baixa e não representa nova categoria de esforço Por Susana Oliveira* Caminhada é um exemplo prático de exercício na zona 1 de intensidade – Foto: Freepik Nos últimos anos, o termo zona zero ganhou popularidade entre praticantes de atividade física e influenciadores digitais. A proposta é simples: realizar exercícios em intensidade muito baixa, supostamente capazes de gerar benefícios cardiovasculares, controlar o estresse e facilitar a adesão ao treino. Apesar de soar inovador, o conceito não é reconhecido pela ciência. De acordo com o professor Leonardo Coelho Rabello de Lima, da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP, a ideia de uma zona anterior à primeira fase do esforço físico não possui base fisiológica. Ele explica que o corpo humano responde ao exercício dentro de quatro zonas principais de intensidade e não cinco ou seis, como alguns modelos comerciais sugerem. Leonardo Coelho Rabello de Lima (EEFERP) – Foto: Arquivo pessoal Para o educador físico, o entendimento das zonas de intensidade é fundamental para compreender as adaptações do organismo ao treino. Ele explica que a zona 1 corresponde ao domínio moderado, quando o corpo sai do repouso e entra em exercício, mantendo ainda estabilidade fisiológica. Nessa fase, é possível sustentar a atividade por longos períodos, às vezes por várias horas, com sensação de conforto e controle da respiração. À medida que a intensidade aumenta, o praticante entra na zona 2, chamada de domínio pesado. É quando o equilíbrio fisiológico começa a se quebrar e ocorre o acúmulo de lactato no sangue, uma substância resultante da produção de energia sem oxigênio. Isso reduz o tempo de sustentação do exercício, que pode durar em média 30 a 40 minutos. A zona 3, por sua vez, é o domínio severo. Nela há pouca estabilidade fisiológica, o corpo acumula grandes quantidades de lactato e depende fortemente do metabolismo anaeróbico. O resultado é a fadiga rápida: o esforço pode durar apenas alguns minutos. Já a zona 4, conhecida como domínio extremo, é a mais intensa de todas, com predominância do metabolismo anaeróbico e duração de apenas segundos. A zona 5 normalmente é referida quando se divide a zona 1 em duas zonas, seria a zona 1 mais fraca ou a zona 1 mais próxima à zona 2. O professor explica que, apesar de algumas abordagens falarem em cinco ou até seis zonas, esse modelo é mais uma construção perceptual e mercadológica do que científica. “Essas divisões adicionais costumam surgir por questões de mercado e percepção subjetiva, e não por parâmetros fisiológicos reais”, afirma o professor. Por isso, o chamado treino em zona zero nada mais é do que uma subdivisão artificial da zona 1, uma intensidade tão leve que não chega a configurar uma nova categoria de esforço. O professor destaca que os treinos de baixa intensidade são, sim, importantes, especialmente para iniciantes ou pessoas com restrições de saúde. Caminhadas leves, pedais curtos ou trotes suaves ajudam a melhorar a circulação, reduzir a pressão arterial e fortalecer o sistema cardiovascular. “É uma boa estratégia para quem está começando uma rotina de exercícios, porque tem alta adesão e baixa percepção de desconforto”, explica. No entanto, ele alerta que permanecer apenas nesse tipo de treino pode limitar o progresso físico. Para aumentar a aptidão e melhorar a capacidade funcional, o ideal é variar as intensidades ao longo da semana. Segundo ele, “qualquer monotonia é desinteressante, o corpo se adapta melhor quando há dias de esforço mais intenso e outros de recuperação ativa”. O professor lembra também que o domínio moderado, correspondente à zona 1, é especialmente benéfico para quem tem hipertensão ou doenças cardiovasculares. Esse tipo de exercício promove vasodilatação, melhora o fluxo sanguíneo e contribui para a saúde do coração, sem elevar excessivamente a pressão arterial. Além disso, ele pode ser adaptado para quem sofre com dores ou limitações articulares, desde que se escolha atividades de menor impacto, como natação ou bicicleta. A confusão em torno da chamada zona zero, segundo Lima, reforça a importância de buscar informações embasadas antes de iniciar um treino. “Do ponto de vista fisiológico, essa zona é inexistente. Pode até ser uma forma de prescrever exercícios leves, mas o corpo continua se exercitando na zona 1, que é a primeira faixa real de intensidade”, explica. Para quem quer identificar se está dentro dessa faixa moderada, o professor indica um método simples: o teste da fala. Se a pessoa consegue conversar normalmente durante a atividade, sem precisar parar para recuperar o fôlego, provavelmente está na intensidade correta. “Um bom exemplo é tentar cantar o ‘Parabéns pra você’. Se for possível sem pausas, o exercício está na zona 1. Caso precise interromper para respirar, é sinal de que a intensidade está acima do ideal”, completa. O professor reforça que o importante é encontrar prazer e constância na prática. “O exercício não deve ser uma tarefa árdua. Ele precisa ser algo prazeroso, que possa ser mantido por longo prazo. Isso é o que realmente gera adaptação e melhora da saúde”, conclui. *Estagiária sob supervisão de Ferraz Junior e Gabriel Soares Jornal USP

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